O Templo do Tempo

Breve nota teórica acerca do naturalismo poético / Uma filosofia de trabalho

Como o nome diz, esta corrente ou estilo tem por base a noção de semelhança com o natural, à qual Plíneo, O Velho (23-79 a.C.), designava por eicon, palavra que significa, grosso modo, parecença. Na Grécia Clássica, aqueles que triunfavam três vezes eram presenteados com o seu retrato esculpido, a sua representação icónica, a mais próxima do natural possível (vide, Simão, Filomena in Atas do 4º Congresso de História da Arte Portuguesa, http://www.chap-apha.com )

Esse labor artístico, almejando a tradução e interpretação do visível à sua semelhança, deixou lavradas em pedra as teses daquilo que chamarei de verdadeiro 1º naturalismo, que ocorre entre os últimos 25 anos a. C. e os primeiros 300 anos da nossa Era. Seria necessário esperar cerca de 1500 anos para, novamente, os artistas centrarem a sua actividade na produção de obras naturalistas. Em Portugal nascem, em meados do séc. XIX, os Mestres que, apoiados na experiência dos seus pensionatos em Paris, Roma e Capri, terão papel decisivo na formulação do 2º naturalismo português, entre eles Henrique Pousão (1859-1884) e António Soares dos Reis (1847-1889).

170 anos depois, assiste-se e/ou participa-se num 3º renascimento, o do 3º naturalismo, que tal como sempre sucede apresenta, além da marca identitária do “ícone” que fundava os anteriores, uma linguagem de cariz fortemente poético, emotiva, comovida, muito sentida.

Na Pintura, como na Escultura, é a utilização de elementos que atribuem às peças a ambiência e o fremir poéticos que interessa aprofundar, a par do naturalismo formal.

Eis a essência do meu trabalho, aqui apresentado, realizado n’ O Templo do Tempo, lugar sagrado por via da natureza da actividade nele desenvolvida.

O lema, isto é, a regra de procedimento é este: Animus Manusque Artem Facient , que significa, A Alma e as Mãos Fazem a Arte.

Dele se infere que se pratica e se defende o fazer das peças artísticas inteiramente à mão, qualquer que seja o meio, o material usado.

Dedicatários: a minha mulher, Paula; os meus filhos; os meus Mestres Soares dos Reis e Henrique Pousão.

Pedra

Estatuária em mármore branco de Borba

 

 

 

 

 

 

Pintura

Lucia de Lammermoor; Série “O Corpo na Ópera”, óleo s/tela, 80X100 cm, 2018
Ana Bolena; Série “O Corpo na Ópera”, óleo s/tela, 80X100 cm, 2018
D. Carlo, de Verdi; Série “O Corpo na Ópera”, óleo s/tela, 80X100 cm, 2018

 

 

 

 

 

 

Bronze

Estatuária em Bronze

 

 

 

 

Fernando Pessoa Atravessa o Pórtico dos Heterónimos, bronze, 70 cm.

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